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15/02/2017 17:33

Jaques Wagner busca atrair novos investidores asiáticos

Mesmo em tempos de “vacas magras”, como define o momento econômico atual, o novo secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, pretende usar todo o peso de seu networking (rede de contatos de trabalho) para tentar ampliar os resultados da política de atração de investimentos para a Bahia.



Ex-governador e ex-ministro em cargos estratégicos do governo federal, tendo estado no governo em plena fase de crescimento da economia brasileira, Wagner, que assumiu a pasta no governo baiano há menos de um mês, já arregaçou as mangas: “Já estive esta semana com coreanos e chineses interessados em projetos na Bahia, e tambémnas próximas semanas já teremos novidades no setor cal-çadista”, adiantou.



“Empresário quer estabilidade e cumprimento de contratos”, resumiu. Apesar das dificuldades em encontrar projetos de expansão no setor privado nacional, Wagner diz acreditar nos potenciais do estado como diferencial competitivo em meio à crise.



Mineração



A habilidade para negociação do novo secretário deve se aliar às políticas de desenvolvimento que já vinham sendo tocadas pelo governo baiano, desde a época do antecessor, Jorge Hereda, mantido na estrutura na secretaria, mas à frente agora da Empresa Baiana de Ativos (Bahiainvest).



Uma das frentes, segundo Wagner, será a política para agregar valor ao setor de mineração. O estado é o maior produtor nacional de urânio, barita, cromo, magne-sita, talco e salgema.



Wagner quer estimular, por exemplo, a implantação de projetos industriais de beneficiamento de granitos. “Temos já um grande potencial nessa área, agora é lutar para trazer teares”, disse ontem, ao visitar o Grupo A TARDE. No setor, os teares são os equipamentos que fazem o corte dos blocos.



O secretário aposta na qualidade da produção mineral da Bahia, já exportada para diversos países, para atrair as empresas, inclusive internacionais. O comércio exterior de bens minerais da Bahia é composto, principalmente, por exportações de ouro, níquel, rochas ornamentais, vanádio e magnesita, tendo como principais destinos Estados Unidos, China, Canadá, Itália, Coreia do Sul, Finlândia, Suíça, Emirados Árabes e Hong Kong.



Energia renovável



Wagner disse ainda que está especialmente atento à política do governo Temer para energias renováveis. “É preciso que se tenha uma mínima garantia acerca dos leilões, com o governo federal assegurando a compra, para que possamos atuar em uma política mais focada no grande potencial do estado tanto em energia eólica, quanto solar”, disse

Fonte: A Tarde

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